''E novamente estou aqui, com meu casaco escuro sentado nesse banco em um dia frio, olho para o lado e me pergunto como seria se você estivesse aqui, abaixo a cabeça e tento buscar, em alguma parte da minha alma, o som da sua voz ou a suavidade do seu toque, pois sei que eles nunca mais irão voltar. Lentamente seguro minhas duas mãos e o tempo começa a fechar, busco por fragmentos da sua existência e, quando olho para frente, vejo pessoas sorrindo e felizes apesar da tempestade se aproximando. Acho que você me mataria se soubesse o que tenho feito e como tenho feito... talvez meu único pedaço 'bom' você tenha levado junto com você, para sempre. Eu sinto que não deveria olhar por aquele corredor escuro, mas sem você aqui... Quem poderia me manter longe dele já que nem comigo mesmo eu me importo? Eu aposto tudo, não por não ter medo de perder alguma coisa e sim porque, depois que você foi embora, eu não tenho nada a perder, nem a ganhar. Apenas não queria me tornar algo que você se envergonharia... mas já levantei desse banco e meu casaco, umedecido pela chuva, será meu único companheiro até a hora da minha morte.''
Arthur Áquila
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